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Artigos de Janeiro, 2006

O Profeta

Publicado em Janeiro 2, 2006 , na categoria Livros Favoritos

Download do livro integral

Gibran Khalil Gibran , o mais famoso poeta místico Libanês, artista e novelista.

Um dos livros mais vendidos no mundo, depois da Bíblia, é “O Profeta” de Gibran, que foi escrito em Inglês durante sua estadia em Bosto, USA, por aproximadamente 30 anos até sua morte em 1931.

O Profeta foi traduzido para quase 70 idiomas.

Um museu, com seu nome, foi aberto em Bsharri. Museu Gibran, originalmente um monastério do seculo XVII que é majoritariamente esculpido na rocha, guarda suas pinturas, desenhos, manuscritos originais e coisas pessoais.

Em seu livro “O Profeta”, Khalil Gibran conta a história de Al-Mustafá, um homem que retorna à sua terra. Os habitantes da aldeia onde ficou todos estes anos pedem que ensine o que aprendeu.

A seguir, alguns dos trechos (editados) deste clássico do século XX:

O matrimônio

Vocês nasceram juntos, e juntos estarão mesmo quando as asas brancas da morte terminem com seus dias – porque continuarão unidos na memória silenciosa de Deus.

Mas que haja espaço entre os dois. Que o vento dos céus possa passar entre seus corpos.

Amem, mas não transformem o amor em uma atadura.

Que um encha o copo do outro, mas que jamais bebam do mesmo copo.

Cantem e dancem, estejam alegres, mas que cada um mantenha sua independência; as cordas de um alaúde estão sozinhas, embora vibrem com a mesma música.

Entreguem o seu coração, mas não para que seu companheiro o possua – porque só a mão da Vida pode conter corações inteiros.

Estejam juntos, mas não demasiado juntos – porque os pilares de um templo estão separados.

O carvalho não cresce à sombra do cipreste, e o cipreste não consegue crescer à sombra do carvalho.

Os filhos

Seus filhos não são seus filhos; são filhos e filhas da vida. Vieram através de vocês, mas não lhe pertencem.

Podem dar seu amor, mas não seus pensamentos – porque eles tem seus próprios sonhos.

Podem proteger seus corpos, mas não suas almas – porque suas almas habitam na casa do amanhã, que mesmo em sonho vocês não podem visitar.

Podem tentar ser como eles, mas não tentem fazer com que se comportem como vocês; porque a vida não retrocede, nem se deixa seduzir pelo dia de ontem.

Vocês são o arco onde seus filhos, como flechas vivas, são impulsionados para adiante; deixem que a mão do Arqueiro trabalhe, porque assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco, que permanece estável.

O amor

Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.

E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.

E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.

Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.

Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir mas sem toda alegria, e poderão chorar mas sem usar todas as lágrimas.

O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.

E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.

Deuses Americanos

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Link do livro completo para download

Livro: Deuses Americanos
Autor: Neil Gaiman
FORMATO: 16 x 23 cm
Páginas: 448
Fonte: Ed. Conrad

“Simplesmente uma arca do tesouro de histórias. É uma sorte tê-lo em qualquer meio de comunicação.” Stephen King

“Anseia-se por escritores como Neil Gaiman, cuja visão é muito pessoal e idiossincrática. E inesperada… Ele explora as contradições sob uma ótica própria.” Chris Carter, criador da série Arquivo X

“Deuses Americanos é uma espécie de milagre. É um livro importante, essencial. Lembra o que Pablo Neruda disse de outro livro: não tê-lo lido é como nunca ter experimentado uma laranja.” Jonathan Carroll

“Deuses Americanos tem inteligência afiada, terror, nobreza, magia, sacrifício, sabedoria, mistério, sofrimento, e uma riqueza emocional e uma grandeza verdadeira.
Peter Straub

“Original, apaixonante e infinitamente inventivo, uma jornada picaresca através dos Estados Unidos, em que os viajantes são ainda mais estranhos do que as atrações de beira de estrada.”George R. R. Martin

“Deuses Americanos é sexy, emocionante, obscuro, engraçado e poético.”Teller, da Penn & Teller

“Um As Aventuras de Huckleberry Finn mágico e moderno… este livro vai lhe surpreen-der a cada página e, ao mesmo tempo, fazer com que acredite em cada palavra. Ficará acordado até tarde para terminar de ler e triste quando chegar ao fim.”Tim Powers, autor de Declare

“Neil Gaiman, um escritor de percepção rara e de imaginação infinita, sempre foi um tesouro inglês. Agora, é também um tesouro americano.”William Gibson, autor de Neuromancer e Idoru

O criador de Sandman reúne os deuses de todas as mitologias para atacar a América.

Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano.

Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e a rica estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman.

Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena.

Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina.

Na verdade, Wednesday é um antigo deus, certa vez conhecido por Odin, o Pai de Todos. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio… Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações.

A esposa morta de Shadow, por exemplo, continua a aparecer, e não apenas como um espectro – a dificuldade de ambos em manter seu relacionamento se torna sombriamente engraçada, assim como o resto do livro.

Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas – ao seu redor, sob ela-, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá.

Eles aparecem alí onde menos se esperava, zanzando na beira de estradas, comendo hamburgueres, são agora trapaceiros, prostitutas, sombras. “Esta não é uma boa terra para deuses”, diz Shadow.

Mais do que um turista na América, Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro – e, ao mesmo tempo, de dentro para fora – da alma e espiritualidade do país e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, sua miscigenada herança religiosa e as conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.

O AUTOR Neil Gaiman, aclamado pela crítica e bem premiado, é autor dos romances Stardust (ilustrado por Charles Vess, Conrad Livros), Sandman: the Dream Hunters (ilustrado por Yoshitaka Amano, Conrad Livros) e Sandman: o Livro dos Sonhos (dois volumes, Conrad Livros). É co-autor de Belas Maldições, com Terry Pratchett.

Entre seus diversos prêmios estão o World Fantasy Award e o Bram Stoker Award. Nascido na Inglaterra, Gaiman agora vive nos Estados Unidos. Seu website é o http://www.neilgaiman.com

Peixe Grande

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BigFish

Dirigido por Tim Burton.
Com:Ewan McGregor, Albert Finney, Billy Crudup, Jessica Lange, Alisson Lohman, Helena Bonham Carter, Robert Guillaume, Matthew McGrory, Marion Cotillard, Danny DeVito e Steve Buscemi.

Edward Bloom é um contador de histórias. Assim como o lendário Barão de Münchhausen, ele narra, para quem quiser ouvir, incidentes fantásticos que protagonizou ao longo de sua vida – porém, ao contrário do Barão, que ‘cavalgou balas de canhão’ e ‘ergueu a si mesmo pelos cabelos’, os casos de Edward têm, como ponto forte, não as peripécias do narrador, mas sim as estranhas figuras que este encontrou pelos quatro cantos do mundo.

Veja a seguir o Trailer do filme

É mais do que apropriado, portanto, que o ótimo roteiro de John August (adaptado a partir do livro de Daniel Wallace) tenha início com um típico ‘causo’ de pescador – uma narrativa envolvendo um peixe impossível de ser pescado e a aliança do próprio Edward. Infelizmente, apesar de ser um excepcional contador de histórias (afinal, ele passou toda sua vida praticando), o sujeito acaba despertando mágoas em seu filho, que se ressente por jamais ouvir o pai contar algo ‘real’ sobre si mesmo. Assim, quando é informado de que Edward está morrendo, o jovem Will Bloom decide voltar para casa (acompanhado por sua esposa grávida) com o objetivo de tentar finalmente ‘conhecer’ seu pai – que, por sua vez, não perde a oportunidade de relatar suas ‘experiências’ para a nora, que, afinal de contas, nada mais é do que uma nova platéia.

E que ‘experiências’: para Edward, nada é prosaico. Ao descrever como viu sua esposa pela primeira vez, por exemplo, ele explica como ‘o tempo pára’ quando conhecemos ‘nosso grande amor’ (numa belíssima tomada que leva este conceito ao pé da letra). Além disso, suas histórias envolvem figuras como gigantes, bruxas e peixes gigantescos, originando incidentes extremamente fantasiosos que capturam a imaginação do espectador de forma arrebatadora. Aliás, é justamente a magnitude das ‘proezas’ de Edward que explica a metáfora descrita pelo título do filme: como um grande peixe que morre por ser confinado em um aquário pequeno demais para suas dimensões, Edward é um homem que, apesar de não possuir ambições colossais, tem uma imensa energia e um impressionante prazer em viver – e, também como os peixes (que precisam nadar constantemente para que possam ‘respirar’), a imobilidade (leia-se: monotonia) pode ser fatal para ele.

Esta característica, diga-se de passagem, é brilhantemente retratada pelos dois intérpretes que dão vida a Edward: Ewan McGregor, que encarna o personagem em sua fase mais jovem, revela inteligência ao mostrá-lo sempre sorrindo – mesmo nos momentos mais difíceis – e enfrentando os problemas com uma autoconfiança inabalável. Já Albert Finney assume a difícil tarefa (que executa com a eficiência habitual) de ilustrar, para o público, como Edward é torturado pelas limitações impostas por sua saúde debilitada, que o impedem de sair de casa. Para tornar tudo mais interessante, a escalação de McGregor, Finney e Perry Walston (que vive o personagem aos 10 anos de idade) foi extremamente feliz, já que os três realmente se parecem, o que confere maior autenticidade à história. Aliás, o mesmo vale para Alison Lohman e Jessica Lange, que, apesar de pouco exploradas pelo filme, convencem como as duas versões (em idades diferentes) da mesma personagem.

Explorando ao máximo a inventividade do roteiro de August, o cineasta Tim Burton mostra-se inteiramente à vontade neste universo – que, afinal de contas, não se revela muito distante daqueles vistos em seus trabalhos anteriores, como Os Fantasmas se Divertem, Edward Mãos-de-Tesoura e Batman (além, é claro, do maravilhoso O Estranho Mundo de Jack, que, apesar de ter sido dirigido por Henry Selick, traz a marca inconfundível de Burton, que não apenas o produziu como também trabalhou na concepção da história e do visual do filme). Não é à toa que um dos principais atrativos de Peixe Grande reside no design de produção do talentoso Dennis Gassner, parceiro habitual dos irmãos Coen. Da mesma forma, a fotografia do francês Philippe Rousselot destaca-se por conferir o clima apropriado a cada seqüência, das assustadoras às românticas – e seu preciosismo merece aplausos: observe, por exemplo, como o rosto da jovem Sandra Bloom aparece sempre mais iluminado do que o restante do ambiente (e, em alguns instantes, quase em soft focus), ilustrando a maneira etereal, romantizada, com que Edward a enxerga.

Por outro lado, é uma pena que Burton acabe cometendo o mesmo equívoco de Will, filho do protagonista: ao tentar conhecer o ‘verdadeiro’ Edward, o filme se enfraquece justamente por tentar explicar o ilusório, como se revelasse os segredos por trás dos truques de um mágico. O que Will (e Burton) não parece entender é que seu ressentimento com relação às histórias do pai é uma bobagem: enquanto se preocupa por julgar que as narrativas fabulosas de Edward o impedem de conhecê-lo, Will deixa de perceber o mais importante: são elas que o definem. Talvez Edward tenha criado suas histórias por ter passado parte da infância preso em sua cama, ou talvez para simplesmente divertir o filho, mas o fato é que elas revelam muito mais sobre sua personalidade do que uma descrição puramente factual de sua vida o faria. Porém, ao contrário de Will (que, de uma maneira ou de outra, parece perceber isso), o diretor compromete parte da fantasia durante o terceiro ato, quando tenta conferir certo grau de realismo àquele universo.

Ora, a descrição de Edward sobre seu primeiro encontro com Sandra, que ‘fez o tempo parar’, pode até ser falsa, mas isso não importa. O que interessa é o que a história revela: seu amor incondicional pela esposa. E, se o fantástico consegue traduzir a realidade com poesia, por que trocá-lo pelo literal? Por sorte, Edward Bloom jamais perde este paradoxo aparente de vista, mesmo que Tim Burton ocasionalmente o faça.

Por: Zeta filmes

Old Boy

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Old Boy

Corea do Sul, 2003
Drama – 120 min
Direção: Chanwook Park
Roteiro: Jo-yun Hwang, Chun-hyeong Lim
Elenco: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Kang Hye-jeong, Ji Dae-han, Oh Dal-su, Kim Byeong-ok, Lee Seung-Shin, Yun Jin-seo, Lee Dae-yeon, Oh Kwang-rok, Oh Tae-kyung

A melhor cena de luta que u já vi num filme

Sinopse

O herói vingativo solitário é tema recorrente no cinema, mas seu novo representante traz criativas inovações ao gênero. Em Old boy (2003), o diretor coreano Park Chanwook mistura a inquietante violência tarantinesca com uma trama de mistério que levaria um sorriso ao rosto de Hitchcock. Esse amálgama de estilos funciona perfeitamente nas telas e o resultado tem uma originalidade rara hoje em dia.

Vencedor do prêmio especial do júri em Cannes 2004 (o fato de Quentin Tarantino ter sido o presidente do festival na ocasião não é mera coincidência), o drama apresenta o beberrão Oh Dae-Su (Choi Min-Sik), sujeito que, depois de uma breve detenção pela polícia, acorda numa prisão diferente de qualquer outra. Parece um quarto de hotel barato, um tanto puído, dotado de papel de parede medonho, uma televisão e uma cama. Sem fazer a menor idéia do motivo pelo qual está preso ali, Dae-Su passa seus dias assistindo à programação da TV e comendo rolinhos fritos, sem direito a qualquer contato humano ou informações sobre seu encarceiramento. Não tarda para que sua mente comece a se deteriorar. À beira da loucura, inicia um treinamento físico que consiste em esmurrar sistematicamente a parede, seu inimigo virtual. Os anos passam até que um dia, 15 anos depois, é libertado sem explicação alguma. Ganha roupas, dinheiro e um telefone. Desorientado, recebe uma ligação com o seguinte desafio: descobrir o motivo de tal castigo e a identidade de seu torturador.

Chanwook desenvolve a idéia com calma e estilo, saboreando quase sadicamente o interesse do público. Ele conhece as cartas que tem na mesa e não apressa sua conclusão, fornecendo pequenas pistas ao longo do caminho. Seu único momento negativo é no último quarto do filme, quando ele quase perde as rédeas da trama em meio a uma sucessão cansativa de flashbacks. Porém, o clímax que se segue é tão perturbador, visceral e surpreendentemente que o rápido deslize anterior é facilmente relevado. E caso eu não tenha exaltado o suficiente o desfecho, ele é daqueles que chegam a provocar manifestações verbais no público.

Aliás, vá preparado para ouvir exclamações de espanto durante toda a duração da fita. Espectadores mais sensíveis simplesmente não conseguem conter a língua perante certas cenas chocantes… e a fita está repleta delas. Mutilações, degustação de alimento vivo, mais mutilações… Chanwook se diverte e deixa as bizarrices rolarem com gosto, às vezes até mais tempo do que o necessário. Só pra ouvir os suspiros do público.

Mas o melhor de tudo é Choi Min-Sik. O ator com cabelos desgrenhados e cara de maluco dá um show. Honesto e corajoso, não tem medo de parecer ridículo. Vai de um extremo emocional ao outro em questão de segundos. Numa determinada cena está com os cabelos e barba longos, preso, insano, e dá um sorriso que é ao mesmo tempo engraçadíssimo e terrivelmente sinistro. Alucinante.

Merecem destaque também as seqüências de ação. Sem firulas, são extremamente cruas. A melhor delas evoca os jogos com “side scroll” do Nintendo. Nela, Dae Su esmurra vinte capangas com um martelo em um plano-seqüência lateral. Bem-humorada e um tanto tosca até, a cena não tem a beleza plástica de um Kill Bill, mas entra para a história como uma das mais legais já realizadas.

Curiosamente, Chanwook era estudante de filosofia antes de seguir carreira como cineasta. A opção prévia se esconde no fundo de seu pesadelo pop numa discussão subversiva sobre moral e responsabilidade. E pensar que a puritana Hollywood planeja refilmá-lo… ha!

Por: Zeta filmes

Saw – Jogos Mortais

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Jogos Mortais

Curiosidades

  1. – Filme de estréia de James Wan como diretor.
  2. – James Wan e Leigh Wahnnell, autores do roteiro de Jogos Mortais, rodaram uma cena do filme e a usaram sempre que apresentavam o projeto a estúdios, buscando financiamento para a realização do longa-metragem.
  3. – Inicialmente Jogos Mortais seria lançado diretamente em vídeo nos Estados Unidos, mas após algumas exibições-teste se decidiu por lançar o filme nos cinemas.
  4. – O diretor James Wan teve que retirar algumas cenas de Jogos Mortais para que ele obtivesse uma censura mais branda nos Estados Unidos, permitindo a entrada de menores de 17 anos.
  5. – Foi rodado em apenas 18 dias.
  6. – Foi o filme de encerramento do Festival de Toronto.

Ficha Técnica

  • Título Original: Saw
  • Gênero: Terror
  • Tempo de Duração: 102 minutos
  • Ano de Lançamento (EUA): 2004
  • Site Oficial: www.jogosmortais.com.br
  • Estúdio: Evolution Entertainment / Saw Productions Inc.
  • Distribuição: Lions Gate Films Inc. / Paris Filmes
  • Direção: James Wan
  • Roteiro: Leigh Whannell, baseado em estória de James Wan e Leigh Whannell
  • Produção: Mark Burg, Gregg Hoffman Oren Koules
  • Música: Charlie Clouser
  • Fotografia: David A. Armstrong
  • Desenho de Produção: Julie Berghoff
  • Direção de Arte: Nanet Harty
  • Figurino: Jennifer L. Soulages
  • Edição: Kevin Greutert
  • Efeitos Especiais: Title House Digital

Elenco

  • Leigh Wahnnell (Adam)
  • Cary Elwes (Dr. Lawrence Gordon)
  • Danny Glover (Detetive David Tapp)
  • Ken Leung (Detetive Steven Sing)
  • Dina Meyer (Kerry)
  • Mike Butters (Paul)
  • Paul Gutrecht (Mark)
  • Michael Emerson (Zep Hindle)
  • Benito Martinez (Brett)
  • Shawnee Smith (Amanda)
  • Mackenzie Vega (Diana Gordon)
  • Monica Potter (Alison Gordon)
  • Ned Bellamy (Jeff)
  • Alexandre Bokyum Chun (Carla)
  • Tobin Bell (John)
    de Zeta filmes

Herói

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Herói

Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2002, “Herói” levou mais dois anos para chegar aos cinemas norte-americanos. Isso ocorreu pelo fato da Miramax, que detêm os direitos de distribuição do longa nos Estados Unidos, exigir algumas mudanças no filme, para deixá-lo com uma cara mais hollywoodiana. Enquanto a distribuidora adiava de forma ininterrupta o lançamento do filme, muito se especulou se esta não estaria desistindo de lançá-lo. Felizmente essas especulações estavam errada e as bilheterias norte-americanas provaram que esperar até o final do verão americano para lançá-lo foi uma opção sensata, pois o filme não teve que concorrer com nenhum grande blockbuster, a não ser que você considere “ Anaconda 2: A Caçada Pela Orquídea Sangrenta” um grande filme. “Herói” rendeu mais de US$ 46 milhões só em suas três primeiras semanas em cartaz nos EUA, sendo que nas duas primeiras semanas o longa ocupou a primeira colocação nas bilheterias, um feito fantástico para uma produção chinesa.
Veja o trailer

O diretor Zhang Yimou quase abandonou o projeto de “Herói”, quando em 2000, pouco depois de dar início ao mesmo, foi lançado “O Tigre e o Dragão”, de Ang Lee, que recebeu nada menos do que 10 indicações ao Oscar, tendo conquistado 4 dessas. Yimou tinha medo que seu filme fosse muito comparado com o de Lee e que as pessoas achassem que ele estava tentando pegar carona no sucesso do outro. Tudo bem que o diretor não deve ser julgado por nada disso, mas não tem como evitar uma comparação com “O Tigre e o Dragão”, pois ambos são filmes asiáticos, retratam o mesmo tipo de luta e fizeram muito sucesso nos EUA.

A trama gira em torno de Sem Nome (Jet Li, que reduziu substancialmente seu cachê para participar do filme), um guerreiro que certo dia entra no palácio do Rei de Qin (Daoming Chen) carregando as armas dos três maiores guerreiros da região, Espada Quebrada (Tony Leung), Neve que Voa (Maggie Cheung) e Céu (Donnie Yen), que eram inimigos mortais do Rei. Assim, o monarca o recebe e pede para que ele conte como matou os três. Acontece que a verdadeira história não é bem a contada por Sem Nome, então temos várias outras versões. Cada um desses flash backs conta com uma particularidade, relativo às cores, à tonalidade da seqüência. Cada uma dessas cenas conta com uma tonalidade predominante, assim ao decorrer da projeção vemos cenas em vermelho, azul, verde, branco e preto. Segundo o diretor, cada uma dessas cores teria um significado: o vermelho representaria a paixão, o azul o amor, o verde a juventude, o branco a verdade e o preto a morte.

“Herói” é um filme excelente, se gostou de “O Tigre e o Dragão” também vai gostar deste. É o típico filme que você tem que entrar no clima, ou seja, se você não aceita que as pessoas voam e andam sobre a água está tudo perdido. Este é o segundo longa que Yimou trabalha com a atriz Zhang Ziyi, que aqui interpreta Lua, discípula de Espada Quebrada. O anterior foi “O Caminho para Casa”, um drama de 1999, vencedor do Urso de Prata em Berlim. Os dois ainda estão juntos em “O Clã das Adagas Voadoras”, uma das grandes apostas para o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2005 e que foi exibido no Festival do Rio 2004, assim como este “Herói”.

Minha cena favorita

Premiações

  1. – Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
  2. – Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
  3. – Ganhou o Prêmio Alfred Bauer, no Festival de Berlim.

Curiosidades

  1. – Os diferentes flashbacks do filme são diferenciados pela cor predominante da cena e pelas roupas usadas pelos personagens. As tonalidades de cor e seus respectivos significados usados são: vermelho (paixão), azul (amor), verde (juventude), branco (verdade) e preto (morte).
  2. – Os diálogos de Herói seguem a gramática do chinês clássico, apesar de serem pronunciados em mandarim.
  3. – Jet Li teve seu cachê bastante reduzido para poder participar de Herói.
  4. – O personagem do Rei foi oferecido a Jackie Chan, que o recusou.
  5. – Este é o 2º de três filmes em que o diretor Zhang Yimou e a atriz Zhang Ziyi trabalham juntos. Os demais foram O Caminho para Casa (1999) e O Clã das Adagas Voadoras (2004).
  6. – A Miramax comprou os direitos de exibição de Heróinos Estados Unidos em 2002, logo após seu grande sucesso nos cinemas asiáticos. Entretanto o filme apenas foi lançado nos cinemas americanos em agosto de 2004. Durante este período de espera o filme ganhou fama de cult nos Estados Unidos, onde apenas pôde ser exibido através de DVDs feitos em países onde ele já havia sido lançado.
  7. – O lançamento de Herói nos Estados Unidos teve a participação do diretor Quentin Tarantino, que entrou em contato com os executivos da Miramax de forma a convencê-los a lançar o filme comercialmente nos cinemas, sob o título “apresentado por Quentin Tarantino”.
  8. – Em seu fim de semana de estréia nos Estados Unidos, Herói arrecadou cerca de US$ 18 milhões. Trata-se da 2ª melhor estréia de um filme falado em uma língua que não seja a inglesa nos Estados Unidos, atrás apenas de A Paixão de Cristo (2004).
  9. – Herói foi o filme mais caro já produzido na China, até seu lançamento. O orçamento do filme ficou em US$ 30 milhões.
  10. – Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2004.

A Historia de Nós Dois

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Esse foi o único filme que me fez chorar!!!!!

Bruce Willis / Michelle Pfeiffer / Tim Matheson / Rob Reiner / Rita Wilson / Paul Reiser / Julie Hagerty / Colleen Rennison / Jake Sandvig / Jayne Meadows / Tom Poston / Betty White / Red Buttons / Jordan Lund
Sinopse: Simples, comum e romântico. A História de Nós Dois é mais uma das produções de Hollywood que traz nos papéis principais dois grandes nomes do cinema americano. Bruce Willis e Michele Pfeiffer formam um casal em crise que, depois de 15 anos de relacionamento, resolvem dar uma solução ao matrimônio fracassado.Os dois não se suportam mais e a única forma de contato verbal que têm é mantida em brigas domésticas. O que os mantém unidos é a consideração com os filhos, quase adolescentes.

Durante as férias das crianças os dois resolvem separar-se indo para locais neutros em busca de definição. É nesse tempo que as cenas engraçadas e românticas são lembradas. O encontro, as viagens, as brigas, as noites. Toda a história do casal é apresentada ao público e rememorada pelos dois, que a vêem ora com saudades, ora com tristeza e raiva.

É neste jogo de lembranças que a comédia romântica consegue superar a banalidade, dando ao espectador emoções e bons risos. Sem pretensão e grandes investidas, o diretor Rob Reiner (Conta Comigo) consegue fazer dessa produção de riscos um romance divertido e bem intencionado.

Tratando o tema com normalidade e singeleza, o diretor traz boas interpretações dos atores, principalmente de Pfeiffer que, numa das cenas finais, surpreende em um monólogo caricato e pouco convencional em sua filmografia.

Apesar de abusar de clichês e de não fugir da fôrma americana para os filmes do gênero, A História de Nós Dois é boa opção para os românticos tradicionais que acreditam em final feliz.